Nessa última terça-feira (6), empresas americanas solicitaram ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que seus produtos importados ao Brasil não fossem taxados. Grandes representantes, como Tesla, Nestlé, Coca-Cola e eBay, já alertaram sobre os possíveis prejuízos aos consumidores americanos. Hoje, as taxas sobre os produtos brasileiros já estão em 12,5%.
O USTR propõe adicionar mais uma taxa de 25%, alegando ser uma estratégia para reduzir prejuízos ao comércio americano. Paralelamente, há uma forte tensão diplomática com os EUA, após facções criminosas, PCC e CV, serem classificadas como organizações terroristas internacionais. Leia abaixo e confira o posicionamento de algumas empresas sobre as tarifas ao Brasil.

Tesla
A montadora de veículos elétricos pediu para que a USTR isente os insumos industriais vindos do Brasil. A empresa acredita que aplicar taxas mais rápido do que a capacidade de adaptação do mercado interno vai prejudicar os trabalhadores e consumidores americanos.
A empresa de Elon Musk afirma que investe bilhões de dólares para nacionalizar e diversificar sua cadeia de suprimentos nas Américas. Porém, alguns insumos fundamentais (como veículos elétricos, robótica e baterias) ainda não podem ser produzidos nos EUA na escala ideal.
Nestlé
Já a multinacional do setor de alimentos solicitou a expansão da lista de isentos e a inclusão de mais dois produtos importados do Brasil. São eles: café instantâneo e colágeno bovino.
A Nestlé afirma que o café em grão não pode ser cultivado em escala comercial nos EUA continentais. Além disso, o Brasil é o principal exportador global de colágeno bovino, suprindo uma grande demanda de produtos de saúde e bem-estar.

Coca-Cola
A fabricante de bebidas solicitou manter a isenção para o suco de laranja do Brasil e adicionar o limão (e derivados) à lista de produtos livres de tarifas. A companhia ainda reportou que sua produção de laranja despencou drasticamente nos últimos anos, devido a pragas e doenças climáticas. Segundo a Coca-Cola:
O Brasil se tornou fornecedor vital para garantir o café da manhã das famílias americanas. Para mudar de fornecedores cítricos, exige tempo, e novas tarifas iriam encarecer demais os custos de produção.

