O melhor filme do Homem-Aranha está entre nós

O melhor filme do Homem-Aranha está entre nós

Cultura&Entretenimento

O novo filme do Homem-Aranha foi lançado na última quinta (30), nos apresentando um Peter Parker que já conhecemos, mas muito mais amadurecido desde sua última aparição em 2021.

O projeto marca o início de uma nova trilogia do cabeça de teia, com novos personagens, uma nova abordagem e, por fim, um novo diretor, esse que mais pra frente será abordado, mas que foi a maior diferença para essa nova obra.

Voltando ao último filme

Recapitulando, o Homem-Aranha, desde seu último filme, “Sem Volta pra Casa”, acaba por perder uma das suas bases durante toda a trilogia, a Tia May, ela que o apresenta a famosa frase: “Com grandes poderes vem grandes responsabilidades”. Mas com ajuda de homens aranhas de outros universos (Tobey Maguire e Andrew Garfield), ele derrota o grupo de vilões, e os manda de volta para os seus respectivos universos.

Então, para impedir que mais seres multiversais invadam o seu mundo, o herói cabeça de teia pede para o Doutor Estranho fazer o maior dos seus sacrifícios até aquele terceiro filme. Que todos no mundo, sem exceção, se esqueçam da existência de Peter Parker, assim, perdendo sua namorada, Michelle Jones, e o seu melhor amigo, Ned Leeds, para o anonimato em troca de uma Nova Iorque salva.

Já indigente, o herói busca uma nova moradia, estuda para o supletivo e uma eventual entrada na faculdade, projeta seu novo traje, pois não podia mais utilizar das tecnologias do seu patrono Tony Stark (Homem de Ferro). E, por fim, o Aranha desiste de ler e tentar reconquistar sua ex-namorada, que não sabe o nome dele ou possui algum tipo de memória com aquele homem. Assim, terminando a trilogia dirigida por Jon Watts.

Considerações sobre o filme.

A principal diferença do último filme para esse é atrás das câmeras, a direção de Destin Daniel Crentton faz toda a diferença, não é a primeira vez dele dirigindo alguma obra da Marvel, Crentton esteve sob direção de um dos melhores filmes da companhia pós pandemia, “Shang-Chi” e na série “Wonder Man” (Magnum), lançada no começo desse ano. Ele traz consigo as boas cenas de luta, com boas coreografias já vistas, e outra boas cenas como em certos momentos que nos sentimos dentro do traje do Homem-Aranha. Algo que não vimos na trilogia de Jon Watts.

O filme mostra Nova Iorque como uma personagem, ajudando o amigão da vizinhança a se balançar com as teias e proporcionando ótimos takes. Apesar de várias participações de outros heróis, todas são justificadas, sejam para ajudar Peter a resolver um caso novo, ou o fazer refletir sobre as novas mudanças em seu corpo que o mesmo não entende a causa de estar acontecendo.

Destaque para Jon Bernthal, que interpreta o Frank Castle/Justiceiro, que era uma incógnita para os fãs que não sabiam como o anti-herói poderia se encaixar, já que ele costuma ter um tom mais pesado que o cabeça de teia, mas o roteiro deixa o personagem mais polido e torna em cenas o contraponto do protagonista. Sadie Sink faz a antagonista Jean Grey, personagem que foi uma surpresa para os fãs durante toda a produção, pois ela representa uma peça importante para a próxima fase da Marvel e sua nova saga.

No fim, esse filme traz o melhor das características do Homem-Aranha que ainda não tinham sido vistas com o Tom Holland; ele entrega um Peter Parker mais maduro e que sabe que, com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades. O filme do teioso já é um marco para Marvel, ele é o projeto com a maior bilhateria no primeiro fim de semana de estreia da história da empresa, ele superou Vingadores: Ultimato e arrecadou mais de US$900 milhões, e já é a maior estreia da Sony.

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